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Quando a vida voltará ao “normal”?

Infelizmente a pandemia pelo SARS-CoV-2 ainda está longe de terminar. O número de casos no Brasil vem aumentando progressivamente desde dezembro de 2020 em decorrência das baixas taxas de isolamento social.

A necessidade de retomada das atividades econômicas e o descuido por parte da sociedade em manter o isolamento social e voltar as atividades recreativas contribuiu muito para a ascendência do número de casos que chegou a 7.733.746 no dia 03 de janeiro de 2020 no Brasil. (consulta em 03/01/2021 https://covid.saude.gov.br/)

Até o momento, não existe um tratamento curativo para a doença que seja comprovado cientificamente. Pesquisas no mundo inteiro tem o objetivo de encontrar uma droga efetiva para as pessoas infectadas evitando hospitalizações e mortes. Ao mesmo tempo, medicamentos e testes para auxílio diagnóstico estão em progresso. Vacinas foram testadas e já estão disponíveis para a população em alguns países como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Israel. Devido ao conhecimento prévio sobre todo o desenvolvimento de vacinas, novas tecnologias, investimento financeiro e científico foi possível a obtenção em tempo recorde de vacinas seguras e eficazes para prevenir a infecção pelo SARS-CoV-2.

O Brasil tem um dos maiores programas de imunizações públicos do mundo, o PNI (Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde). O programa é responsável por um grande sucesso na prevenção de doenças infectocontagiosas no país desde a década de 70.

Doenças como poliomielite, sarampo, coqueluche, tétano e febre amarela estiveram controladas por muito tempo evitando milhares de mortes em crianças, adultos e idosos.

Tal programa, conjuntamente com os estados, municípios e órgãos de apoio, será responsável por delinear a estratégia de vacinação contra a COVID-19 para os brasileiros desde a aquisição, distribuição, aplicação e coleta de dados no primeiro trimestre de 2021. Após a aprovação da ANVISA, a distribuição das vacinas será organizada e disponibilizada por grupos prioritários. Pessoas mais vulneráveis a evoluírem com doença grave e morte (idosos) e grupos mais expostos (profissionais de saúde) serão os primeiros a receberem a vacina. Espera-se que dentro de 12 meses
toda a população brasileira seja vacinada.

Os serviços privados de vacinação também poderão participar do processo de imunização dos brasileiros contra a COVID-19 após o estabelecimento de regras pelos órgãos regulatórios. https://www.gov.br/saude/ptbr/media/pdf/2020/dezembro/16/plano_vacinacao_versao_eletronica.pdf

Um outro questionamento frequente é: depois da vacinação, quando a vida voltará ao “normal”?

Mesmo após a vacinação medidas de controle como uso de máscaras, lavagem das mãos e algum grau de distanciamento social será necessário até que tenhamos dados seguros de que a doença estará controlada. O vírus continuará circulando entre nós, porém causará doença em um número bem menor de pessoas. Desse modo, o investimento em melhores testes diagnósticos e medicamentos ainda serão necessários.

A pandemia da COVID-19, além de todas os prejuízos óbvios para a sociedade, trouxe reflexões profundas sobre a importância do investimento na ciência e a necessidade de autonomia do país em desenvolver os seus próprios produtos. Mais importante do que conseguir importar vacinas para a população é garantir a capacidade nacional do desenvolvimento de imunizantes, medicamentos, insumos e métodos diagnósticos.

Ainda estamos longe de conseguir o controle da atual situação, mas esperamos que a maior integração entre as diversas áreas da sociedade, incluindo os setores públicos e privados, resultem em soluções que auxiliem no enfrentamento da pandemia.